Como a Santa Helena migrou 28 robôs em 4 meses e preparou a operação para a hiperautomação

A Santa Helena migrou 28 robôs para o Roberty em quatro meses, levou o desenvolvimento para o time interno e mapeou 18 novas automações com potencial de ROI acima de R$ 1 milhão por ano.

Santa Helena
robôs migrados
28
do início ao fim da migração
4 meses
novas automações mapeadas
18
de potencial de ROI por ano
R$ 1 mi+

A Santa Helena é uma das maiores indústrias alimentícias do Brasil e referência nacional em doces e snacks à base de amendoim. Com uma operação de grande porte, processos distribuídos entre várias áreas e uma estrutura de automação já consolidada, a empresa chegou a um ponto comum entre quem adota plataformas globais de RPA: os robôs funcionavam, mas expandir a automação tinha se tornado caro e dependente de terceiros.

Este case mostra como a Santa Helena, em parceria com a Roberty, migrou sua operação de automação em quatro meses, estruturou métricas e governança e identificou novas oportunidades com potencial de retorno superior a R$ 1 milhão por ano.

Contexto

Antes da migração, a Santa Helena mantinha 28 robôs em produção. O portfólio de automações também já estava mapeado, com várias oportunidades identificadas e nenhuma em implementação: o custo de licenciamento tornava cada nova automação uma decisão financeira difícil de justificar.

Os principais pontos de atenção eram:

  • Custo de licenciamento elevado, que limitava a escala da operação.
  • Dependência de consultorias externas para desenvolver e sustentar os robôs.
  • Pouca autonomia da equipe interna, que não conseguia evoluir as automações por conta própria.
  • Falta de métricas e governança, o que dificultava medir o valor gerado por cada robô.
  • Oportunidades mapeadas sem execução, represadas pelo custo de cada novo processo.

Havia ainda um ponto estrutural. Antes de expandir, a empresa precisava reorganizar a base existente, porque automatizar um processo mal desenhado só amplia os problemas que ele carrega.

O desafio

Migrar uma operação de automação em produção é mais do que trocar de ferramenta. No caso da Santa Helena, o projeto precisava atender a seis frentes ao mesmo tempo:

  1. Construir confiança na nova plataforma junto às áreas de negócio.
  2. Capacitar tecnicamente a equipe interna.
  3. Revisar e higienizar os robôs existentes.
  4. Conduzir a gestão da mudança na organização.
  5. Garantir a continuidade da operação durante toda a transição.
  6. Reduzir o custo total de propriedade (TCO).

O objetivo central era que, ao final do projeto, a Santa Helena desenvolvesse e sustentasse as próprias automações. Uma mudança de cultura, e não só de tecnologia.

Abordagem: revisar antes de expandir

Nenhum robô novo foi desenvolvido antes de uma revisão completa do cenário existente. O trabalho seguiu três etapas:

  • Revisar. Todos os robôs foram mapeados e documentados, para entender o que cada automação fazia de fato e o que deixava de fazer.
  • Eliminar. Processos que não geravam valor mensurável para o negócio foram descontinuados.
  • Priorizar. A migração começou pelos robôs mais críticos, mais complexos e de maior impacto na operação.

O resultado foi um portfólio menor, mais claro e mais relevante para o negócio.

Resultados por processo

Pagamento de produtores rurais

Antes Depois Redução
45 minutos 15 minutos 66,7%

O robô baixa os PDFs do Google Drive, consolida os arquivos por produtor, preenche as transações F-47 e FB03 no SAP, emite documentos rastreáveis e notifica o status de cada pagamento.

Impacto: produtores pagos dentro do prazo, fim dos erros manuais e mais rastreabilidade no SAP.

Cadastro de taxas de câmbio

Antes Depois Redução
12 minutos 3 minutos 75%

A automação acessa o portal do Banco Central, coleta as taxas de compra e venda, faz uma consulta complementar no portal do BNDES e lança os valores no SAP Tesouraria.

Impacto: cotações sempre atualizadas, processo executado sem intervenção humana e fim dos atrasos na operação.

Lançamento de faturas (FB60)

Antes Depois Redução
4 minutos por fatura 45 segundos por fatura 81%

O robô lê planilhas do Google Sheets, lança os dados na transação FB60 do SAP, anexa os documentos correspondentes e envia um relatório por e-mail ao final da execução.

Impacto: fim dos gargalos em contas a pagar, menos retrabalho e equipe liberada para atividades analíticas.

Integração entre PDV e SAP

Antes Depois Redução
40 minutos 12 minutos 70%

A automação integra o sistema de PDV ao SAP ERP: cria ordens de venda, emite remessas e o faturamento diário, executa várias transações SAP em sequência e faz a conciliação do dia.

Impacto: fim dos erros de digitação, menos retrabalho e relatórios de conciliação gerados automaticamente.

Resultados consolidados

Em quatro meses de projeto:

  • 28 robôs migrados para a plataforma Roberty.
  • Equipe da Santa Helena capacitada para desenvolver e sustentar as automações.
  • Métricas e governança estruturadas.
  • 18 novas oportunidades de automação identificadas.
  • Potencial de ROI superior a R$ 1 milhão por ano.
  • Operação preparada para avançar em hiperautomação.

O projeto foi conduzido em conjunto pelas equipes da Roberty e da Santa Helena, com transferência de conhecimento durante todo o processo.

O que sustentou o resultado

  • Fabricante nacional. Contato direto com a equipe que desenvolve a plataforma, sem intermediários nem filas de atendimento globais.
  • Suporte ágil. Dúvidas resolvidas em horas, com acompanhamento próximo durante a transição.
  • Academy e certificação. Capacitação contínua para que a equipe interna evolua junto com a automação.
  • Custo previsível. Um modelo de licenciamento que permite crescer sem que cada novo robô vire uma nova negociação de orçamento.

Próximos passos

Com a base reorganizada e a equipe autônoma, cada novo processo da Santa Helena passou a ser avaliado como uma oportunidade concreta de automação. A operação ganhou velocidade, os times ganharam independência e a automação deixou de ser um custo a controlar para fazer parte da estratégia de crescimento da empresa.

Sobre a Roberty

A Roberty é uma plataforma brasileira de hiperautomação que reúne RPA no-code e full-code, agentes de IA e processamento inteligente de documentos em um único Studio. As empresas automatizam processos de ponta a ponta sem estruturas complexas nem licenças caras, com suporte próximo, implantação rápida e foco em retorno mensurável.

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